7.4.12

3, ao sabor do vento

Está um céu cinzento tal como o meu estado de espírito. Talvez nem precise de abrir as cortinas e tirar o trinco da janela, basta o grande vazio que corre dentro de mim a calar-me a boca. Vazio vasto que engloba o meu coração. Angústia que me arrefece o corpo e entala-se na garganta. Nem sei. Talvez chorasse para libertar esta mágoa que não sei de onde vem mas cresce depressa e num curto espaço de tempo. Sei lá. Talvez respira-se cem mil vezes para tirar um peso de cima de mim, que me deita abaixo como uma pena. Esquisito. No é? De pés bem assentes no chão e ter um desequilíbrio tão brusco. Como uma máquina corta uma árvores, em poucos segundos perde a vida. Não perdi a minha. Mas sentir-me tão vazia, sem alegria é a mesma coisa que eufemismo. Talvez suspira-se em dois em dois segundos para acabar com isto, que penso que não é dor, portanto..será algo mais leve. Enfim, o amor tem destas coisas. Eu preparei-me para batalhas entre o mundo que nos quer ver mal e não entre nós. Julgo não ter toda a culpa. Está um céu cinzento tal como a tua voz na nossa última chamada. Talvez à 3 minutos. É. Cinzento.

11 comentários:

joana. disse...

escreves com tanta magia *-* adoro!

Cátia Boas disse...

A primeira coisa que me inpressionou no teu blog foi o titulo. É bastante caricato :)
Segui.

Vê o desafio que coloquei no meu blog (A) myredkiss.blogspot.com

Beijinhos

márcia morello disse...

obrigada pela tua sugestão querida <3 escreves tão bem!

maria. disse...

Escreves tão bem, adorei!

Maria Garcia Pita disse...

adorei, está lindissimo! muito bem escrito realmente :)

cláudiagomes. disse...

satisfaço-te sempre os desejos!

cláudiagomes. disse...

somos umas pintarolas!

cláudiagomes. disse...

e, também gosto de ti :)

Mel disse...

esperemos que não princesa

inês disse...

Muito obrigada, eu também :)

Maria Garcia Pita disse...

de nada querida e obrigado eu :)