6.11.11

as minhas tristezas de baú

Sorri até me doer os músculos da boca, chorei até extinguir as lágrimas, perdi até perder tudo, caí até fazer feridas nos joelhos, gritei até ficar rouca, ganhei até desgastar troféus, desejei até não ter mais desejos, escrevi até me doer os dedos, saltei até faltar-me o fôlego, cantei até fartar das músicas, vi coisas até me fazer doer os olhos, quis até enjoar, agarrei até fartar, amei até cansar, critiquei sem fronteiras, fiquei contra à vontade, pulei até me doer as pernas, desculpei até evitar, perdoei até dizer chega, aguentei até ao caralh*, pintei até não ter mais papel, desenhei até não haver mais figuras, ilustrei até não haver mais desenhos, arrependi-me até às pontas dos cabelos, magoei até onde quis, fiz tanto até ir embora, ouvi até me doer os tímpanos, fui até me doer o corpo todo, calei-me até ter vergonha, discuti até ter o que queria, esqueci até dar dó, continuei em frente até parar, cresci até hoje sem reparar - e é assim.

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