23.10.11

1, estrela brilhante dos céus azuis

«Mourisca», o meu étnico de coração. Fizestes-me iniciar um percurso com as tuas últimas marcas. Foi escasso o tempo em que os teus olhos observaram os meus, cegos pela luz do dia ou pela escuridão da noite. Limitado o carinho, o amor, o afeiçoamento que me poderias dar (...) Pré-destinado pelo reservatório do que a vida te destinava. A tua sentença guardada no papel do Céu, massacra e ao mesmo tempo, prevista, não por ti, pela lei da vida. Ninguém mudaria os segundos que passastes ao meu lado, as tuas sagradas palavras que disseras a ti mesmo, não se saberia, se calhar, os segredos que contas-te de leve aos meus ouvidos. Segredos, que não me chegaram ao coração. Não despertam ao longo de batimentos fortes, ficaram entre nós em escassa vida outrora. Não sub-carrego o teu apelido de sangue, transformou-se ao longo do tempo, o apelido de coração.

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