8.9.11

adolescência amarela

Constatando ambos os lados, cobiçamos demasiado o miocárdio. Temos uma ambição descomedi-da os corpos, toma-nos conta do pensamento e a respiração até já nem contém relógio. Fugimos desordenados da nossa rotina passiva e com a folia de antemão, nem comemos. Aparece do nada a noção que não carecemos de ninguém, somos de um tudo sozinhos, determinamos que temos o mundo nas mãos e colidimos presenças particularmente assíduas da nossa intensa e revoltada vida. Contradizemos mal-ditos e "nós" é que estamos habilitados a meditar o que nos vai na alma, depois, quem não está cómodo, a porta da saída é ao lado. Tiramos partido do que possuímos, a idade já pesa nas decisões relevantes e as nossas obrigações já nos trespassam entre os apertados dedos das mãos. Transpormos na mesa que a "vida" pertence-nos e nada de filtrações desnecessárias. Notamos as espontaneidades capacidades de dizer sim ou não. Neste momento, somos uma grande intensidade indefinida donos da nossa existência. Queremos sair, divertir-nos, conhecer novos horizontes e alarga-los. Ninguém contabiliza o tempo que passa e o nosso nariz já tem um chefe. Contraditamos de quem nos quer pôr as mãos, nada quebrará semelhante sentimento. 

6 comentários:

wild spirit disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
inês disse...

este blogue é tão bom de ler

Madalena Mourisca disse...

dicionário, sff (ahah)
amo*

joanarocha disse...

adoro adoro adoro *-*

sophia disse...

adorei o texto :)

Andreia Sousa disse...

sim isso é verdade mas às vezes parece que somos as únicas a que nos acontece isto :\